segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Echo & The Bunnymen em Belo Horizonte




Esperei muito para ver o Echo & The Bunnymen se apresentar tão perto de onde estou morando. A importância dessa banda eu comparo com o The Cure, The Mission, Joy Division, etc. É uma banda que influenciou muito  pelo mundo e fez história além da cena pós-punk. 
Foi um show memorável para quem aprecia boa música e para  poucos fãs, que compareceram e faziam sua parte nas primeiras filas. Acho realmente lamentável que um show assim, com preço acessível, levasse pouca gente! Com uma boa produção, bom local, tudo de primeira. Já presenciei shows relativamente caros em BH , como Interpol e Placebo, que até justificariam a falta de público, mas esse do Echo nem teve desculpa...
Minha queixa ficou evidente pela falta de vergonha do público mineiro, que reclama há décadas da falta de bons shows e, quando acontece, pouca gente vai...As pessoas em BH estão viciadas em botecos, igrejas e shoppings...
Segue abaixo a resenha do show que fiz para a Rock Brigade.



Sem público e sem orquestra!
Ed França para a revista Rock Brigade
O que pensar se uma das bandas mais influentes do pós-punk tocasse em
sua cidade, com ingressos bem mais baratos que em São Paulo, sem (as
sempre dispensáveis) bandas de abertura, no horário marcado e num dia
de feriado? Cenário mais que perfeito para um show memorável e lotado.
Ledo engano! Quando materializado, o sonho foi o avesso do esperado.
“Ocean Rain” foi um presente só para fans de São Paulo. Verdadeiro
banquete com orquestra de cordas, oito músicos, violoncelos, violinos
e o maestro.O que não aconteceu em Belo Horizonte. O show sem a parte
orquestrada fez parecer um castigo para quem decidiu assistir o show
na capital mineira.

Alguns hits da lendária banda estavam lá: "Going Up", "Rescue", "Bring
On Dancing Horses", e "Lips Like Sugar". Como não se arrepiar com "The
Killing Moon"? Ver o Echo & The Bunnymen tocar essa música parecia
indescritível e cercada de uma atmosfera mágica! Algo que seria
incompreensível de produzir ou até abstrato demais para uma dessas
bandas que atualmente andam ganhando prêmios(?) de “melhor banda” ou
“melhor música”.

Apesar da ótima fase da voz de Ian (sem cigarros), o público mineiro
apreciador de boa música (se é que ainda existe), pela enésima vez,
negligencia o desejo de ver um grande show tropeçando em suas
reclamações pela falta do mesmo. Por outro lado todos os shoppings e
botecos estavam lotados...

Após show em BH, os ingleses encerram sua agenda pelo Brasil, zarpam
com parada prevista em Palermo (Argentina) e finalizam sua passagem
pela América Latina na Cidade do México.
Em dezembro, a banda volta à Europa para mostrar novo show executando
músicas dos álbuns “Crocodiles” e “Heaven Up There”, ambos de 80 e 81.
Se os ingleses do Echo vierem ao Brasil para futuras apresentações
mostrando esses clássicos, é bem provável que os mineiros fiquem de
fora pela falta de público. Seria até merecido!

link para a matéria original na revista Rock Brigade  aqui

Um comentário:

gilson disse...

Olá.
li sua resenha do show do Echo na camunidade da banda no Orkut e concordei muito com tua observação sobre os mineiros não estarem presentes nos shows e reclamarem em demasia!
todos meus amigos daí de Minas dizem o mesmo que tu disseste!
Em SP, conheci um amigo teu no show do Echo de uma banda conhecida daí de Minas e falou bem de ti e sobre teu trabalho também na arte!
Tu ja mostrou trabalho aqui no Sul?
São muito boas tuas telas e desenhos, está de parabéns!

Um abraço e parabéns pelos textos dos shows, muito coerentes e objetivos, como tem que ser as resenhas de shows.
se puder, me add em teus contatos, nem consegui postar comentário la em teu perfil
abraço e venha expor no Sul logo guri!